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Na Atenção Primária à Saúde (APS), grande parte das queixas dermatológicas corresponde a condições crônicas, recorrentes ou de evolução flutuante, muitas vezes associadas a fatores ambientais, ocupacionais, psicossociais e sistêmicos. Nesse contexto, o manejo inadequado pode levar tanto à medicalização excessiva quanto ao atraso no diagnóstico de doenças de maior gravidade.
Considerando os princípios da abordagem dermatológica na APS, alternativa é CORRETO afirmar que:
a presença de manifestações cutâneas associadas a doenças sistêmicas é rara na APS, sendo mais comum em serviços especializados.
dermatoses de curso crônico e pruriginoso devem ser consideradas infecciosas até que exames laboratoriais afastem essa hipótese.
lesões cutâneas sem resposta ao tratamento inicial indicam, de forma geral, falha terapêutica medicamentosa, devendo-se priorizar escalonamento farmacológico.
doenças dermatológicas de notificação compulsória dependem de confirmação laboratorial para que medidas de saúde pública sejam adotadas.
a avaliação clínica baseada na morfologia das lesões, sua distribuição, evolução temporal e contexto epidemiológico é central na APS, devendo exames complementares ser reservados para casos atípicos, refratários ou com sinais de gravidade.