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Na prática cotidiana da Atenção Primária à Saúde (APS), o médico de família lida com usuários com múltiplas demandas clínicas, uso simultâneo de vários medicamentos, queixas recorrentes e diferentes níveis de sofrimento biopsicossocial. Nessas situações, intervenções excessivas podem gerar iatrogenias, enquanto abordagens simplistas podem resultar em abandono do cuidado ou conflitos na relação terapêutica.
Considerando os princípios fundamentais da prática da Medicina de Família e Comunidade (MFC), é CORRETO afirmar que:
a prevenção quaternária deve ser aplicada apenas após a confirmação de iatrogenias associadas ao cuidado prévio.
usuários frequentes e considerados “difíceis” devem ser priorizados para encaminhamento especializado, uma vez que a APS tem baixa efetividade nesses casos complexos.
a gestão da clínica na APS baseia-se prioritariamente na aplicação de protocolos clínicos padronizados, mesmo em contextos de multimorbidade.
a combinação entre abordagem centrada na pessoa, prevenção quaternária e decisões compartilhadas permite manejar multimorbidade e polifarmácia de forma segura, reduzindo intervenções desnecessárias sem comprometer o cuidado.
a abordagem familiar e comunitária é secundária frente às demandas clínicas individuais, devendo ser utilizada apenas quando há falha do tratamento biomédico.