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O Sr. EPM 55 anos, assintomático, sem diagnóstico prévio de diabetes mellitus ou doença cardiovascular estabelecida. Apresenta IMC de 29 kg/m², circunferência abdominal aumentada e história familiar de infarto agudo do miocárdio em parente de primeiro grau antes dos 55 anos. É não tabagista. Em três consultas diferentes, as medidas de pressão arterial em consultório variaram entre 168–174/102–106 mmHg, realizadas com técnica adequada. A monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) evidenciou média de 24 horas de 152/96 mmHg, com ausência de descenso noturno.
Exames complementares:
• Creatinina: 0,9 mg/dL
• TFGe: 92 mL/min/1,73 m²
• Potássio: 4 mEq/L
• Glicemia de jejum: 104 mg/dL
• LDL-colesterol: 162 mg/dL
• Urina tipo I: sem proteinúria
• Eletrocardiograma: sem critérios de hipertrofia ventricular esquerda
Não há evidências clínicas ou laboratoriais de lesão de órgão-alvo.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025, a conduta inicial mais adequada para esse paciente é:
Solicitar ecocardiograma e teste ergométrico antes da introdução de qualquer terapia farmacológica, considerando a ausência de sintomas e de lesão de órgão-alvo.
Instituir exclusivamente medidas não medicamentosas por até 3–6 meses, uma vez que não há lesão de órgão-alvo documentada.
Iniciar monoterapia anti-hipertensiva em dose plena, com titulação rápida para atingir meta pressórica em até 30 dias.
Iniciar tratamento farmacológico com associação de dois fármacos anti-hipertensivos em baixas doses, preferencialmente em combinação fixa, associado a medidas não medicamentosas e à estratificação global do risco cardiovascular.