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Homem de 61 anos, procura atendimento de emergência com náuseas, vômitos, dor abdominal e respiração profunda e rápida. Ao exame: desidratação, hálito cetônico e taquicardia. Exames laboratoriais mostram glicemia de 420 mg/dL, pH arterial 7,18 e bicarbonato sérico 12 mEq/L, acetonemia 3,5 mmol/L. Foi feito o diagnóstico de cetoacidose diabética (CAD) e iniciado o tratamento. De acordo com a diretriz brasileira de diabetes, a Cetonuria não deve ser utilizada para monitorar resposta ao tratamento na CAD porque:
O exame de urina com cetona mede apenas o beta-hidroxibutirato, que é produzido em uma proporção de 20:1 na CAD, tornando-o o cetoácido primário mais importante.
O exame de urina com cetona mede apenas a acetona e o acetoacetato e não beta-hidroxibutirato, que é produzido em uma proporção de 20:1 na CAD, tornando-o o cetoácido primário mais importante.
Uma vez iniciada a insulinoterapia o beta- hidroxibutirato sofre modificações na sua molécula e não pode ser captada pelos métodos disponíveis para quantificação da cetonemia.
Uma vez iniciada a insulinoterapia o acetoacetato sofre modificações na sua molécula e não pode ser captada pelos métodos disponíveis para quantificação da cetonemia.