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No contexto do manejo integral e da longitudinalidade do...

No contexto do manejo integral e da longitudinalidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS), considere o paciente ASC masculino de 52 anos, portador de Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus tipo 2 há 8 anos. Em sua consulta de rotina, apresenta PA de 142/92 mmHg (média de três aferições), Hemoglobina Glicada (HbA1c) de 7,4% e Taxa de Filtração Glomerular (TFG) estimada de 55 mL/min/1,73m². O paciente não possui histórico de eventos cardiovasculares prévios.


Segundo as diretrizes vigentes e o Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC) adotado pelo Ministério da Saúde, assinale a alternativa que descreve a conduta e a classificação de risco CORRETAS: (dentro das alternativas abaixo assinalar a que melhor reponde ao questionamento)


A

Por não apresentar lesão de órgão-alvo clínica manifesta (como infarto ou AVC), o paciente é classificado como de Risco Intermediário, devendo-se priorizar o Manejo Não Medicamentoso (MNM) por 3 meses antes de qualquer ajuste farmacológico, mantendo o acompanhamento semestral para garantir a longitudinalidade.


B

O paciente deve ser classificado como de Risco Cardiovascular Muito Alto devido à coexistência de DM2 e Doença Renal Crônica (DRC) estágio 3, o que implica em uma meta pressórica imediata de < 130/80 mmHg e intensificação do tratamento medicamentoso para HAS e DM2.


C

A classificação de risco deve ser feita obrigatoriamente pelo Escore de Framingham, sendo que valores de PA entre 140-159/90-99 mmHg em pacientes diabéticos são considerados controlados na APS, não exigindo revisão do Plano Terapêutico Singular (PTS).


D

De acordo com o novo PCDT de HAS, pacientes com PA ≥ 140/90 mmHg devem iniciar tratamento medicamentoso independentemente do risco cardiovascular, porém a meta para este paciente específico seria de < 140/90 mmHg para evitar hipotensão ortostática devido à idade avançada.