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A.L.M, masculino, 30 anos, procura atendimento ambulatorial com queixa de obstrução nasal crônica, rinorreia hialina, espirros em salva e prurido nasal intenso, com evolução de aproximadamente três anos; os sintomas se agravam nas primeiras horas da manhã e durante atividades de limpeza doméstica, acompanhando-se de prurido ocular, lacrimejamento e respiração bucal frequente, sem febre, dor facial, secreção nasal purulenta ou hiposmia significativa; relata dermatite atópica na infância e história familiar de asma; ao exame físico observa-se mucosa nasal pálida, edemaciada, hipertrofia dos cornetos inferiores e pregas de Dennie-Morgan; a espirometria encontra-se dentro dos padrões da normalidade e o hemograma revela eosinofilia discreta (6%); o paciente solicita exames laboratoriais para “confirmar alergia e indicar tratamento definitivo”; à luz das evidências atuais para abordagem inicial da rinite alérgica persistente em adultos, qual é a conduta mais apropriada?
Confirmar o diagnóstico por meio da correlação clínico-epidemiológica entre sintomas e exposição ambiental, instituir tratamento farmacológico de primeira linha (corticosteroide intranasal ± anti-histamínico oral) e reservar testes de sensibilização para casos em que a identificação do alérgeno impacte diretamente a conduta terapêutica.
Solicitar dosagem sérica de IgE total e painel de IgE específica para aeroalérgenos regionais como primeira etapa diagnóstica, com o objetivo de guiar intervenções imunoterápicas precoces.
Prescrever antimicrobianos sistêmicos de largo espectro e corticosteroide oral por tempo prolongado, visando tratar possível rinossinusite crônica eosinofílica subclínica associada.
Encaminhar o paciente para imunoterapia subcutânea empírica, uma vez que o quadro clínico é altamente sugestivo de rinite alérgica e o tratamento etiológico deve ser priorizado.