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P.R.S, masculino, 36 anos, portador de dermatite atópica desde a infância, evolui nos últimos dois anos com exacerbações frequentes, prurido intenso refratário, insônia, múltiplas lesões liquenificadas extensas em tronco e membros, escore EASI elevado e prejuízo funcional importante; já foi submetido a tratamento otimizado com emolientes, corticosteroides tópicos de alta potência em esquema proativo, tacrolimo tópico, fototerapia NB UVB e ciclosporina oral por 20 semanas, suspensa por nefrotoxicidade; apresenta história concomitante de asma moderada persistente parcialmente controlada, rinite alérgica perene e eosinofilia periférica persistente; IgE total encontra-se elevada, porém sem correlação direta com gravidade clínica; não há história de infecções recorrentes nem contraindicações imunológicas formais. Considerando os mecanismos inflamatórios predominantes, as comorbidades associadas e as evidências atuais para terapias alvo-específicas na dermatite atópica moderada a grave, qual imunobiológico é mais apropriado como primeira escolha para este paciente?
Dupilumabe, por bloqueio do receptor da IL 4α, com inibição simultânea das vias IL 4 e IL 13, beneficiando tanto a dermatite atópica quanto as comorbidades respiratórias associadas ao perfil Th2.
Omalizumabe, por neutralização da IgE circulante, indicado preferencialmente em pacientes com níveis elevados de IgE e manifestações cutâneas alérgicas refratárias.
Mepolizumabe, por bloqueio da IL 5, visando redução da eosinofilia sistêmica e controle indireto da inflamação cutânea.
Secuquinumabe, por inibição da via IL 17, indicado em dermatoses inflamatórias crônicas extensas com padrão liquenificado.