Imagem de fundo

R.M.A, feminino, 41 anos, apresenta quadro de urticária...

R.M.A, feminino, 41 anos, apresenta quadro de urticária crônica espontânea há aproximadamente 14 meses, com pápulas e placas eritemato edematosas intensamente pruriginosas, de surgimento diário, com resolução completa em menos de 24 horas, sem lesão residual ou sinais sistêmicos; a paciente já realizou tratamento otimizado com anti histamínicos H1 de segunda geração em dose quadruplicada por 12 semanas, associado a antagonista de leucotrieno e cursos intermitentes de corticosteroide sistêmico para controle de exacerbações, mantendo atividade da doença com UAS7 persistentemente elevado e prejuízo funcional importante; exames laboratoriais básicos, incluindo hemograma, função tireoidiana, PCR e FAN, são normais; não há contraindicações infecciosas ou imunológicas; considerando o algoritmo terapêutico atual para urticária crônica espontânea refratária e os mecanismos de ação das terapias alvo específicas disponíveis, qual é a conduta mais adequada neste momento?


A

Manutenção exclusiva de corticosteroide sistêmico em esquema contínuo de baixa dose para prevenção de recorrência.


B

Início de dupilumabe, considerando o perfil inflamatório tipo 2 e o impacto sistêmico do prurido crônico.


C

Introdução de ciclosporina oral como terapia de primeira linha biológica, independentemente da resposta prévia aos anti histamínicos.


D

Introdução de omalizumabe em dose padrão, por se tratar de urticária crônica espontânea refratária ao uso otimizado de anti histamínicos, visando bloqueio funcional da IgE livre e modulação da ativação mastocitária.