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Dois lactentes de 4 meses são avaliados no ambulatório de cardiologia pediátrica. O Paciente A apresenta CIA ostium secundum ampla ao ecocardiograma, com Qp/Qs de 2,2. O Paciente B apresenta CIV moderada com Qp/Qs de 1,8. Apesar do Qp/Qs numericamente mais elevado no Paciente A, apenas o Paciente B apresenta taquipneia e interrupções às mamadas. Segundo esse caso, o mecanismo fisiopatológico que explica essa diferença clínica é:
Na CIA, a menor resistência vascular pulmonar do Paciente A impede a elevação da pressão venocapilar, enquanto na CIV a resistência aumentada favorece a congestão pulmonar.
Na CIV, o shunt ocorre predominantemente durante a diástole ventricular, gerando maior turbulência e sintomas respiratórios, enquanto na CIA o fluxo é predominantemente sistólico e hemodinamicamente menos impactante.
Na CIA, o sangue que passa da esquerda para a direita é esvaziado para o átrio direito sem elevar a pressão do capilar pulmonar, enquanto na CIV o volume aumentado no átrio esquerdo eleva a pressão venocapilar e causa taquipneia.
O Paciente A apresenta maior tolerância clínica ao hiperfluxo em razão da predominância do sexo feminino na CIA com menor impacto hemodinâmico por diferenças na complacência miocárdica.
Na CIV moderada, o shunt bidirecional causa dessaturação arterial sistêmica com taquipneia compensatória, enquanto na CIA ampla o shunt mantém-se unidirecional sem dessaturação.