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Pré-escolar de 5 anos, sexo masculino, é encaminhado para avaliação cardiológica por sopro cardíaco. Ao exame físico, apresenta fácies peculiar descrita como "de duende", com nariz arrebitado, filtro longo e lábios proeminentes. A ausculta cardíaca revela sopro sistólico de ejeção, grau III/VI, mais audível no 2º espaço intercostal direito, com irradiação para o pescoço. Além disso, ausculta-se sopro sistólico adicional em dorso. A medida da pressão arterial nos quatro membros mostra valor de 110 × 70 mmHg no membro superior direito e de 88 × 60 mmHg no membro superior esquerdo. Não há diferença significativa entre membros superiores e inferiores. Com base na integração dos achados do exame físico, a localização provável da obstrução ao fluxo de saída do ventrículo esquerdo e o mecanismo que explica a diferença pressórica entre os membros superiores são, CORRETA e respectivamente:
Valvar: a diferença pressórica decorre da coarctação da aorta associada, que reduz o fluxo para a artéria subclávia esquerda e justifica o sopro em dorso.
Supravalvar: a diferença pressórica resulta do efeito Coanda e o sopro em dorso sugere estenose pulmonar periférica.
Subvalvar: a diferença pressórica resulta da obstrução dinâmica pelo septo interventricular hipertrofiado, que direciona o jato para o membro superior direito preferencialmente.
Valvar: a diferença pressórica é explicada pela dilatação pós-estenótica da aorta ascendente, que cria turbulência assimétrica favorecendo o fluxo para o membro superior direito.
Subvalvar: a diferença pressórica resulta da membrana fibrosa que desvia o fluxo aórtico preferencialmente para as artérias carótidas, reduzindo o débito para a subclávia esquerda.