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Após tireoidectomia total, paciente apresenta dispneia súbita, estridor e coloração cianótica no pós-operatório imediato. Considerando as complicações possíveis e a necessidade de intervenção rápida, diagnóstico e a conduta que devem ser prontamente estabelecidos são:
Hematoma cervical compressivo, que exige abertura imediata da ferida cirúrgica à beira do leito para descompressão, pois o atraso na intervenção pode levar à obstrução completa da via aérea e parada cardiorrespiratória.
Lesão do nervo laríngeo recorrente bilateral, tratada com corticoterapia em altas doses, pois o edema neural é a principal causa da obstrução respiratória.
Hipocalcemia aguda por hipoparatireoidismo, corrigida com infusão de cálcio intravenoso, sendo a causa mais comum de estridor pós-tireoidectomia.
Infecção profunda cervical, tratada com antibioticoterapia oral, pois o quadro de dispneia é secundário ao processo inflamatório.
Edema laríngeo leve, manejado apenas com nebulização de broncodilatadores, sem necessidade de intervenção cirúrgica imediata.