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A Displasia Broncopulmonar (DBP) é uma condição multifatorial de grande impacto na morbidade neonatal e no acompanhamento de longo prazo. De acordo com o Manual de Seguimento do Recém-nascido de Alto Risco da Sociedade Brasileira de Pediatria, sobre a fisiopatologia e a avaliação da função pulmonar nesses pacientes, é CORRETO afirmar que:
A DBP deve ser manejada como uma patologia restrita ao parênquima pulmonar, cujas repercussões clínicas e funcionais se limitam obrigatoriamente à primeira infância.
O nascimento prematuro e o Muito Baixo Peso ao Nascer (MBPN) estão associados ao aumento da capacidade pulmonar total compensatória, o que previne o declínio prematuro da função respiratória na vida adulta.
Embora o número de alvéolos seja reduzido nos prematuros, o volume corrente é compensado pelo aumento do tamanho alveolar; entretanto, os valores de fluxo expiratório forçado tendem a ser menores que o esperado.
A limitação do fluxo aéreo (VEF1 reduzido) observada em pacientes com história de DBP é um achado transitório que costuma normalizar-se completamente entre os 6 e 19 anos de idade, quando comparados a nascidos a termo.
A pletismografia por indutância eletromagnética é uma técnica invasiva de alta complexidade, indicada apenas para pacientes com DBP que necessitam de ventilação mecânica prolongada no primeiro ano de vida.