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Uma gestante de 32 anos, na 34ª semana de gravidez, possui diagnóstico fetal confirmado de Trissomia do 13 (Síndrome de Patau) associada a holoprosencefalia alar e cardiopatia complexa. O prognóstico de sobrevida é reservado e a letalidade em curto prazo é estatisticamente elevada. A equipe de neonatologia é acionada para realizar a consulta pré-natal e o planejamento do parto. Com base no Manual de Seguimento e no Tratado de Pediatria da SBP (2024), assinale a alternativa que apresenta a conduta ética e organizacional CORRETA para esse caso.
A definição acerca da extensão das manobras de reanimação e suporte de vida recai integralmente sobre o julgamento técnico do neonatologista no momento do clampeamento do cordão, poupando a família da carga emocional de participar da escolha de protocolos terminais.
A estratégia de cuidados paliativos neonatais baseia-se na interrupção imediata da oferta hídrica e nutricional após o nascimento, priorizando a utilização isolada de sedativos potentes para acelerar a transição para o óbito em ambiente controlado.
O contato pele a pele e a despedida familiar em casos de terminalidade imediata estão condicionados à estabilidade dos parâmetros vitais do neonato e ao cumprimento rígido das normas de circulação restrita da Unidade de Terapia Intensiva.
A integração da equipe especializada em cuidados paliativos neonatais deve ser postergada para o período após a estabilização hemodinâmica das primeiras 48 horas de vida, assegurando que o foco inicial da assistência seja estritamente curativo e tecnológico.
O planejamento da assistência fundamenta-se no aconselhamento pré-natal multiprofissional, permitindo a elaboração de um plano de cuidados compartilhado que respeite a dignidade do recém-nascido, os valores da família e a oferta de medidas de conforto e alívio do sofrimento.