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Um RN de termo, com 15 dias de vida, apresenta diagnóstico de Comunicação Interventricular (CIV) de grande desembocadura. O paciente evolui com sinais de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC): taquipneia (FR: 75 irpm), sudorese às mamadas, hepatomegalia e baixo ganho ponderal (10g/dia). Durante a internação na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) para otimização clínica, a equipe planeja o manejo nutricional. Considerando as diretrizes da SBP e a dinâmica hemodinâmica do shunt esquerda-direita, assinale a alternativa CORRETA.
O estado metabólico do neonato com cardiopatia hiperfluxante é caracterizado por uma redução fisiológica do gasto energético basal, permitindo a utilização de fórmulas lácteas de densidade calórica convencional (67 kcal/100ml) para o alcance das metas ponderais.
A estratégia de oferta nutricional em cenários de baixo débito sistêmico ou "roubo de fluxo" deve priorizar o aumento progressivo e rápido do volume enteral, visando a maturação acelerada das vilosidades intestinais e a prevenção da translocação bacteriana.
A manifestação de distensão abdominal, resíduos gástricos persistentes ou sinais de desconforto pós-prandial constitui um indicador clínico de hipoperfusão mesentérica, refletindo o desequilíbrio entre a oferta de oxigênio e a demanda metabólica do trato gastrointestinal.
O planejamento calórico-proteico em pacientes com anasarca e insuficiência cardíaca deve ser estruturado com base no peso aferido diariamente (peso úmido), garantindo que a oferta de nutrientes seja proporcional ao volume de edema intersticial acumulado.
A prescrição de uma oferta hídrica liberal e volumosa é recomendada de forma universal para cardiopatas com shunt esquerda-direita, assegurando a estabilidade da pré-carga e a proteção da função renal contra a toxicidade de diuréticos de alça.