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De acordo com o Manual de Orientação da SBP sobre Anamnese Ambiental em Pediatria, as mudanças climáticas e a degradação dos ecossistemas impõem riscos singulares ao grupo pediátrico. Conforme a vulnerabilidade biológica e os mecanismos de exposição da criança aos eventos ambientais extremos, assinale a alternativa CORRETA:
A imaturidade dos mecanismos de termorregulação e a maior relação superfície corporal/massa conferem às crianças uma resiliência natural a ondas de calor, visto que a dissipação térmica por condução ocorre de forma otimizada nesse grupo.
O impacto neuroevolutivo da exposição a poluentes atmosféricos e disruptores endócrinos é neutralizado pela plasticidade neuronal juvenil, garantindo a integridade da programação epigenética durante a transição para a vida adulta.
A intensificação do ciclo hidrológico e a ocorrência de eventos extremos, como inundações, elevam a carga de morbimortalidade por doenças de veiculação hídrica e vetorial, comprometendo a infraestrutura de saneamento e exacerbando a proliferação de patógenos.
A insegurança alimentar decorrente de secas prolongadas e perda de biodiversidade compromete o crescimento linear de maneira isolada, ocorrendo de forma dissociada da suscetibilidade a processos infecciosos ou de alterações na imunomodulação.
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) em crianças vítimas de desastres ambientais manifesta-se por meio de uma semiologia análoga à observada em adultos, permitindo a utilização de critérios diagnósticos padronizados para todas as faixas etárias.