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Um homem de 62 anos, hipertenso e diabético, é acompanhado na UBS por dispneia aos pequenos esforços, ortopneia e edema de membros inferiores há 3 meses. Ao exame, apresenta PA 110/70 mmHg, FC 84 bpm, crepitações bibasais e turgência jugular. Ecocardiograma recente evidenciou cavidades esquerdas dilatadas e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 30%. Em outro turno, a mesma UBS recebe uma mulher de 68 anos, obesa (IMC 33 kg/m²), hipertensa de longa data, com dispneia aos esforços e edema maleolar vespertino; o ecocardiograma mostra FEVE de 58%, aumento do átrio esquerdo, hipertrofia concêntrica de VE e disfunção diastólica. Na abordagem inicial desses pacientes na atenção primária, qual alternativa descreve, respectivamente, a classificação da insuficiência cardíaca quanto à fração de ejeção e o manejo farmacológico de primeira linha mais adequado na UBS?
Primeiro caso: IC com fração de ejeção preservada; indicado apenas diurético de alça em ambos, reservando IECA/BRA e betabloqueador para o especialista.
Primeiro caso: IC com fração de ejeção levemente reduzida; indicado apenas betabloqueador; segundo caso: IC com fração de ejeção preservada, sem indicação de diurético na UBS.
Primeiro caso: IC com fração de ejeção reduzida; indicado apenas diurético de alça em altas doses, postergando bloqueio neuro-hormonal para após avaliação em nível secundário; segundo caso: IC com fração de ejeção preservada, sem benefício em tratar HAS ou FA para sintomas.
Primeiro caso: IC com fração de ejeção reduzida; indicado iniciar TECA (ou BRA), betabloqueador e diurético de alça conforme necessidade de congestão; segundo caso: IC com fração de ejeção preservada, com foco em diurético para alívio de sintomas e controle agressivo de comorbidades (HAS, obesidade, FA, DM).
Primeiro caso: IC com fração de ejeção melhorada; indicado suspender IECA/BRA e betabloqueador pela possibilidade de recuperação; segundo caso: IC com fração de ejeção preservada, com indicação rotineira de sacubitril-valsartana na UBS.