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Mulher de 52 anos, com cirrose hepática compensada por hepatite C já tratada, em seguimento regular na UBS, encontra-se atualmente sem ascite, sem edema, sem episódios prévios de encefalopatia ou hemorragia digestiva, com plaquetas 140.000/mm3 e ultrassonografia recente mostrando fígado nodular, baço aumentado e ausência de nódulos suspeitos. Apresenta bom estado funcional, sem queixas, Child-Pugh A e MELD 9. Considerando o manejo ambulatorial de pacientes com cirrose compensada na atenção primária, qual é a conduta MAIS adequada?
Manter acompanhamento regular com medidas gerais (vacinação, evitar hepatotóxicos, abstinência de álcool), monitorar periodicamente função hepática e renal, rastrear complicações (endoscopia para varizes e ultrassonografia para hepatocarcinoma) e encaminhar ao especialista com brevidade em caso de descompensação clínica e/ou piora do Child-Pugh / MELD.
Suspender o seguimento específico de cirrose na UBS, uma vez que a erradicação do vírus C torna desnecessário o rastreio de hepatocarcinoma e de varizes esofágicas.
Solicitar biópsia hepática de rotina para “confirmar” cirrose, pois o diagnóstico não pode ser sustentado apenas por dados clínicos, laboratoriais e de imagem.
Iniciar betabloqueador não seletivo para todos os pacientes com cirrose compensada, independentemente da avaliação endoscópica ou de sinais de hipertensão portal.
Postergar qualquer avaliação prognóstica (Child-Pugh, MELD) até que ocorram complicações como ascite ou encefalopatia, pois esses escores só têm utilidade em cirrose descompensada.