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O Estado de Mal Epiléptico (EME) é a emergência neurológica mais frequente na infância, exigindo um plano terapêutico imediato e estruturado para prevenir danos irreversíveis ao Sistema Nervoso Central (SNC).
Assinale a alternativa correta em relação ao tema.
Na investigação etiológica de um primeiro episódio de EME associado a quadro febril em lactentes menores de 6 meses, a realização da punção lombar é considerada facultativa, devendo ser priorizada apenas em casos de abaulamento de fontanela ou sinais evidentes de irritação meníngea.
Em crianças com diagnóstico de Síndrome de Dravet (SD), o uso de bloqueadores de canais de sódio, como a carbamazepina (CBZ) e a fenitoína (PHT), é recomendado como primeira linha para o controle de crises em EME, visando a estabilização rápida da membrana neuronal e o controle das mioclonias.
O monitoramento contínuo por Videoeletroencefalograma (VEEG) em ambiente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é indicado exclusivamente para pacientes com epilepsia focal conhecida, sendo o eletroencefalograma de rotina suficiente para descartar o EME não convulsivo em pacientes com rebaixamento de consciência de início recente.
No EME convulsivo generalizado, o tempo operacional T1, que define o momento de início obrigatório do tratamento farmacológico, é de 5 minutos, enquanto o tempo T2, após o qual o tratamento deve ser agressivo para prevenir sequelas, como morte neuronal e lesão do (SNC), é de 30 minutos.
Após a resolução de um episódio isolado de crise febril simples, a prescrição contínua de fármacos anticrise para profilaxia de longo prazo é obrigatoriamente indicada para evitar a recorrência de novos eventos de EME e prevenir o desenvolvimento de epilepsia futura.