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Uma criança de 18 meses é atendida na Atenção Primária à Saúde (APS) após episódio de crise convulsiva associada a febre de 38,5°C, com duração de 5 minutos, generalizada, sem características focais e resolvida espontaneamente. A criança estava neurologicamente normal antes do evento, sem histórico de crises afebris prévias ou causa intracraniana identificável. O exame físico pós-ictal é normal, e a febre foi atribuída a infecção viral das vias aéreas superiores.
Assinale a alternativa que indica, respectivamente, a classificação da crise convulsiva febril (CCF) e a conduta inicial mais apropriada.
Classificar como CCF simples, encaminhar para hospitalização eletiva para investigação etiológica detalhada, incluindo punção lombar, mesmo sem sinais de meningite, conforme protocolos do MS para febres em lactentes.
Classificar como CCF simples, orientar os pais sobre benignidade do episódio, fornecer informações sobre manejo domiciliar da febre com antipiréticos e retornar à APS para acompanhamento rotineiro, sem indicação rotineira de exames laboratoriais ou profilaxia com anticonvulsivantes.
Classificar como CCF complexa, solicitar eletroencefalograma e tomografia computadorizada de crânio imediatamente na APS, e iniciar profilaxia contínua com fenobarbital para prevenir recorrências.
Classificar como CCF complexa, prescrever diazepam retal para uso domiciliar em episódios futuros e agendar consulta com neuropediatra na APS para avaliação genética obrigatória.
Classificar como CCF simples, indicar antipiréticos intravenosos na APS para controle febril imediato e iniciar tratamento antibiótico empírico para cobertura de infecções bacterianas ocultas, evitando orientação familiar sobre recorrência.