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Uma criança de 10 anos com diagnóstico de epilepsia focal, controlada com medicação anticonvulsivante, é acompanhada na Atenção Primária à Saúde (APS) por um pediatra geral. Os pais relatam dificuldades escolares persistentes e isolamento social da criança, sem regressão motora evidente.
A equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) identifica necessidades de suporte educacional e psicológico, com a elaboração e acompanhamento do Projeto Terapêutico Singular (PTS), de:
Encaminhar diretamente para neuropediatra especializado sem elaboração de PTS na APS, focando apenas no ajuste medicamentoso e monitoramento de crises, conforme protocolos de referência e contrarreferência do MS.
Iniciar PTS isoladamente pelo pediatra, sem envolvimento multiprofissional, com ênfase em metas farmacológicas e avaliações mensais exclusivas na UBS, alinhado às diretrizes de atenção básica do MS.
Elaborar PTS com foco exclusivo em metas educacionais, delegando o acompanhamento psicológico a serviços externos, e realizar avaliações anuais para evitar sobrecarga na equipe da APS.
Priorizar PTS com intervenção farmacológica intensiva e hospitalizações eletivas para monitoramento, negociando metas apenas com os pais, sem avaliação social, conforme orientações gerais de humanização do MS.
Diagnóstico multidimensional (orgânico, psicológico e social), seguido de negociação de responsabilidades com a família, escolha de metas terapêuticas articuladas pela equipe interdisciplinar e avaliação periódica do PTS, priorizando a singularidade do cuidado na APS.