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Uma criança de 6 anos é atendida na Unidade Básica de Saúde...

Uma criança de 6 anos é atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de febre alta há 3 dias, cefaleia intensa, vômitos e rigidez de nuca. O exame físico revela temperatura axilar de 39°C, sinal de Kernig positivo, sem petéquias ou focos infecciosos aparentes. A equipe da Atenção Primária à Saúde (APS) suspeita de meningite e encaminha emergencialmente para hospital de referência, onde a punção lombar revela pleocitose com predomínio linfocitário (80% linfócitos), glicose normal e proteína ligeiramente elevada, com Gram e cultura negativos.


A conduta inicial nesse caso, considerando o diagnóstico de meningite viral aguda, é:


A

Instituir tratamento de suporte com hidratação venosa, antipiréticos e analgésicos, sem antibioticoterapia, com monitoramento clínico hospitalar por 48-72 horas, uma vez que a meningite viral aguda é geralmente autolimitada e de bom prognóstico em crianças imunocompetentes.


B

Iniciar antibioticoterapia empírica com ceftriaxona intravenosa em dose elevada por pelo menos 7 dias, associada a dexametasona, para cobertura de meningite bacteriana, mesmo com liquor sugestivo de etiologia viral, devido ao risco de sobreposição etiológica.


C

Administrar aciclovir intravenoso por 14 dias para cobertura de herpes simplex vírus, combinado com ressonância magnética cerebral, considerando a possibilidade de encefalite herpética, apesar da ausência de crises convulsivas ou alteração de consciência.


D

Realizar tomografia computadorizada de crânio contrastada imediatamente, seguida de alta com orientação domiciliar, para excluir complicações como abscessos cerebrais, ignorando a análise do liquor até confirmação imagética.


E

Encaminhar para isolamento respiratório estrito e iniciar corticoterapia isolada com prednisona oral por 5 dias, focando na redução da inflamação meníngea, sem necessidade de suporte hidroeletrolítico ou monitoramento hospitalar inicial.