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Uma criança de 8 anos é atendida na Atenção Primária à Saúde (APS) por queixa dos pais de cefaleias recorrentes há 6 meses, caracterizadas por dor pulsante unilateral, de intensidade moderada a grave, associada a náuseas, fotofobia e agravamento com atividade física, com duração de 4 a 24 horas por episódio, ocorrendo 2 a 3 vezes por mês, sem sinais de alerta como rigidez de nuca ou déficits neurológicos. O exame físico é normal, e não há história de trauma ou infecções recentes.
Assinale a alternativa que indica, respectivamente, a classificação dessa cefaleia e a conduta inicial recomendada na APS.
Cefaleia tensional episódica, com prescrição de relaxantes musculares como ciclobenzaprina e encaminhamento eletivo para neurologista pediátrico para confirmação diagnóstica via ressonância magnética cerebral.
Cefaleia em salvas, com indicação de oxigenoterapia inalatória em crises e profilaxia com verapamil, associada a avaliação oftalmológica urgente na APS para exclusão de glaucoma.
Cefaleia secundária a tumor cerebral, com solicitação imediata de tomografia computadorizada de crânio na APS e internação hospitalar para investigação etiológica detalhada.
Cefaleia migranosa (migrânea), com orientação aos pais sobre diário de cefaleia, medidas não farmacológicas como higiene do sono e hidratação, uso de analgésicos simples como ibuprofeno em crises agudas, e monitoramento na APS sem encaminhamento imediato para especialista se não houver sinais de alerta.
Cefaleia psicogênica, com foco em terapia cognitivo-comportamental isolada na APS, evitando analgésicos para prevenir dependência, e reavaliação em 3 meses sem medidas preventivas iniciais.