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Um paciente de 5 anos, em tratamento para pneumonia bacteriana com Amoxicilina há 72 horas, retorna à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com persistência da febre, surgimento de dor torácica pleurítica à direita e piora do desconforto respiratório. Ao exame físico, apresenta macicez à percussão e abolição do murmúrio vesicular na base pulmonar direita. Uma nova radiografia de tórax confirma a presença de derrame pleural ocupando cerca de 1/3 do hemitórax.
Assinale a alternativa correta sobre o manejo do derrame pleural parapneumônico e do empiema na infância.
O uso de fibrinolíticos intrapleurais, como a estreptoquinase ou uroquinase, é a conduta de primeira linha em todos os casos de Derrame Pleural Parapneumônico simples (fase exsudativa).
O tratamento do em sua fase purulenta (empiema) deve ser exclusivamente clínico com antibioticoterapia venosa de amplo espectro por 14 dias, sendo a drenagem cirúrgica reservada apenas para pacientes que evoluem para insuficiência respiratória refratária.
A ultrassonografia de tórax é superior à radiografia de tórax para a detecção de pequenas lâminas de líquido e para a identificação de debris ou septações (fibrina), sendo fundamental para guiar a toracocentese diagnóstica.
A radiografia de tórax em decúbito lateral com raios horizontais é o método de escolha definitivo para diferenciar o líquido livre de um derrame loculado, dispensando a realização de ultrassonografia.
Na investigação etiológica do líquido pleural, a ausência de crescimento bacteriano em culturas (aeróbias e anaeróbias) deve suspender a antibioticoterapia e iniciar investigação para causas não infecciosas.