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Uma adolescente de 16 anos, com diagnóstico de Transtorno Bipolar tipo I, em uso de Lítio com níveis séricos estáveis e terapêuticos (1.0 mEq/L), apresenta um episódio depressivo maior grave, com ideação suicida passiva e recusa alimentar. Considerando as evidências de ensaios clínicos randomizados (ECRs) para o tratamento agudo da depressão bipolar na juventude, qual é a conduta farmacológica mais embasada.
Adicionar Quetiapina XR, pois é uma medicação aprovada para depressão bipolar em adultos e demonstrou eficácia similar em estudos com jovens.
Adicionar Lurasidona, com base em ECR que demonstrou eficácia na redução de sintomas depressivos e sua posterior aprovação para essa faixa etária.
Aumentar a dose do Lítio para o limite superior da faixa terapêutica (próximo a 1.2 mEq/L), pois a monoterapia otimizada é sempre preferível à polifarmácia.
Troca do lítio pela combinação de Olanzapina e Fluoxetina, pois essa é a única terapia combinada aprovada para depressão bipolar em jovens a partir dos 10 anos.
Iniciar a titulação da Lamotrigina, devido à sua conhecida eficácia para episódios depressivos agudos.