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Um psiquiatra da infância e adolescência avalia um menino de 10 anos com queixas de desatenção e dificuldade para organizar suas tarefas. Durante a anamnese, os pais expressam ceticismo sobre um possível diagnóstico de TDAH, argumentando que o filho "não pode ser desatento", pois consegue manter o foco por horas a fio jogando videogame. Com base na compreensão neuropsicológica do TDAH, qual das seguintes interpretações clínicas é a mais adequada para essa observação?
A capacidade de manter a atenção em videogames, mas não na escola, sugere que os sintomas são situacionais e provavelmente decorrem de fatores psicossociais ou de desmotivação, e não de um transtorno neurobiológico.
A capacidade de manter o foco em tarefas estimulantes e de recompensa imediata, como videogames, não exclui o TDAH. A dificuldade na autorregulação e no controle executivo para direcionar e manter o foco em tarefas menos apelativas ou que exigem esforço mental sustentado são características da doença.
A observação dos pais está correta e invalida o diagnóstico de TDAH, pois um dos critérios essenciais do transtorno é a incapacidade global de manter a atenção, independentemente da tarefa.
O foco intenso em videogames, em detrimento de outras atividades, é um sinal patognomônico de um transtorno aditivo (vício em jogos), que deve ser considerado o diagnóstico primário em vez de TDAH.
Esse padrão de atenção seletiva é característico da apresentação predominantemente desatenta do TDAH, na qual a hiperatividade motora está ausente, permitindo o foco em atividades sedentárias de grande interesse.