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Adolescente, feminina, 16 anos, é trazida para avaliação por queixas de "preocupação excessiva e incontrolável" há mais de um ano. Ela relata passar a maior parte do dia apreensiva com seu desempenho escolar, a saúde dos pais e eventos futuros. Descreve uma sensação constante de tensão muscular, fadiga e dificuldade de concentração. Questionada sobre como lida com a ansiedade, ela diz: "Eu fico repassando os problemas na minha cabeça. Parece que se eu pensar muito, encontro uma solução, mas acabo ficando só no pensamento e não chego a lugar nenhum. É exaustivo, mas é melhor do que ter uma imagem horrível de um acidente, por exemplo. Pensar me distrai dessas imagens." Considerando o modelo cognitivocomportamental do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), qual mecanismo melhor explica a função de manutenção da preocupação nesse caso?
A preocupação funciona como um comportamento de segurança para neutralizar um pensamento obsessivo específico, prevenindo uma consequência temida através de um ritual mental.
A preocupação representa uma tentativa de suprimir memórias de um evento traumático passado, evitando gatilhos que poderiam levar a flashbacks vívidos.
A preocupação, sendo uma atividade primariamente verbal e de pensamento abstrato, funciona como uma forma de evitação cognitiva, suprimindo imagens mentais mais aversivas e a reatividade fisiológica associada a elas.
A preocupação é uma consequência direta da interpretação catastrófica de sintomas físicos, que são percebidos como evidência de uma doença grave ou morte iminente.
A preocupação é um ensaio mental focado exclusivamente em situações de desempenho social, com o objetivo de evitar a avaliação negativa e a humilhação pública.