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Sobre a monitorização dos efeitos adversos do tratamento farmacológico do TDAH em crianças e adolescentes, assinale a afirmativa INCORRETA.
A insônia induzida por estimulantes é efeito colateral comum, podendo ser minimizada pela redução da dose matinal, mudança para formulação de liberação imediata ou associação de benzodiazepínicos em baixa dose antes de dormir.
O uso prolongado de estimulantes pode cursar com discreta redução do apetite e desaceleração do crescimento linear; recomenda-se monitorar peso e estatura a cada 6 meses, ajustando a dose ou considerando pausas terapêuticas caso o impacto seja clinicamente relevante.
A atomoxetina pode causar aumento discreto da pressão arterial e da frequência cardíaca; recomenda-se monitorização cardiovascular semelhante à dos estimulantes e vigilância para sintomas de hepatotoxicidade ou ideação suicida.
Antes de iniciar estimulantes, deve-se obter uma história clínica e familiar detalhada, especialmente sobre cardiopatias, síncope, morte súbita e hipertensão, sendo indicada aferição da pressão arterial e da frequência cardíaca em todas as consultas de seguimento.
Sintomas de irritabilidade, tiques e dor abdominal podem ocorrer com o uso de estimulantes, geralmente de forma leve e reversível, não sendo contraindicação absoluta à continuidade do tratamento.