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Paciente de 30 anos, sexo feminino, casada, vem sozinha à...

Paciente de 30 anos, sexo feminino, casada, vem sozinha à emergência com queixa de dores pélvicas crônicas, dor durante o ato sexual e vaginismo. As dores iniciaram há 1 ano, cerca de 2 meses após se casar. Paciente ansiosa e evasiva ao falar sobre sua vida sexual. Sempre que questionada sobre o marido, ela hesita, desvia o olhar, responde de forma vaga e minimiza a gravidade da situação. Queixa-se incisivamente de que, às vezes, se sente “obrigada” a ter relações sexuais, mesmo quando não quer, “para agradar” o marido. Ele com frequência usa frases como “se você me amasse, faria isso” ou “você está me rejeitando”. Durante a consulta, afirma que, em algumas ocasiões, como a que a levou à emergência, foi forçada a ter relações sexuais sem consentimento. Ela se sente culpada, envergonhada e tem medo das represálias do marido se ele souber que ela está falando sobre o assunto. Você, enquanto médico emergencista, após avaliar,


A

assume o caso como sendo de violência sexual, sendo obrigatória a notificação compulsória.


B

assume o caso como violência sexual, havendo até 72 horas após a ocorrência para iniciar a profilaxia das DST/AIDS.


C

assume o caso como violência sexual, encaminha a paciente obrigatoriamente à delegacia para registrar ocorrência e fazer exame pericial no IML.


D

assume o caso como violência sexual, inclui anamnese, exame clínico e ginecológico, sendo obrigatório o toque vaginal ou anal, além da coleta de provas para o IML.


E

assume o caso como não sendo de violência sexual, solicita exames e orienta procurar terapia de casal a ser realizada juntamente com seu marido.