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Paciente de 55 anos, sexo feminino, moradora de rua e...

Paciente de 55 anos, sexo feminino, moradora de rua e dependente alcoólica, após ser encontrada desacordada em via pública, é levada por uma equipe do SAMU à UPA. Já na admissão, nota-se hálito etílico intenso, sinais de desnutrição e desidratação. Não há familiares ou conhecidos para mais informações e a paciente não possui nenhum documento. Ao exame físico, fala palavras inapropriadas, apresenta abertura ocular com estímulo doloroso e localiza a dor quando estimulada. Apresenta escoriações por todo o corpo, ferida em MID com hiperemia, tumefação e flutuação. Durante a avaliação, ela apresenta crises de agitação, tremores, diaforese, palpitações, náuseas e vômitos. Ao realizar a escala CIWA-Ar (Clinical Institute Withdrawal Assessment Scale for Alcohol), obteve-se 22 pontos. Sobre esse caso, é correto afirmar que


A

o Glasgow de 10 inicial não impede tratar a agitação, indicando haloperidol e/ou clorpromazina, de preferência, para reduzir a agitação da paciente.


B

deve ser negado atendimento a essa paciente, já que, segundo a Lei Orgânica da Saúde, o acesso ao SUS é universal, mas requer o cadastro do doente no e-SUS.


C

deve ser providenciada a drenagem do ferimento em MID e iniciar antibioticoterapia empírica que cubra Staphylococcus aureus, incluindo S. aureus resistente à meticilina (MRSA).


D

a paciente deve ser internada, por ser uma síndrome de abstinência grave. Primeiramente, deve-se fazer glicose 50% EV. Além disso, manter jejum associado a soro de manutenção até que CIWA-Ar < 8, finalizando com tiamina IM 300 mg.


E

se deve adotar como medida de segurança para a paciente: identificação, higiene das mãos, prevenção de quedas e contenção por comunicação terapêutica, mecânica ou química.