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Paciente masculino, 17 anos, diabético tipo 1 há 10 anos, deu entrada na emergência com história de náuseas, fadiga, poliúria e polidipsia há 24h. Relata que estava em uso irregular de insulina e nega outras comorbidades. Ao exame físico, encontra-se em estado grave, desidratado (+3/+4), pele pegajosa, hálito cetônico, respiração de Kussmaul e confuso. Nos exames, encontra-se: Cetonemia = 4,5 mmol/L; K = 3,0 mEq/L; Glicemia = 500 mg/dL; Gasometria Arterial com pH = 7,18; HCO₃⁻ = 12 mEq/L; Cr = 1,8 md/dl. Sobre o manejo mais recente para cetoacidose diabética, assinale a alternativa correta.
A solução salina normal a 0,9% continua sendo a de escolha, na qual é feita hidratação vigorosa, mesmo em vigência da acidose metabólica hiperclorêmica.
A insulinoterapia priorizando-se deve ser atrasada, como tratamento inicial a ressuscitação fluídica com reposição de potássio até que os níveis estejam acima de 3,3 mmol /
Nesse caso, uso de bicarbonato de sódio 1 ml/Kg traria benefício já que possui a indicação do pH < 7.25 e da presença da acidose metabólica com ânion gap aumentado.
Outros possíveis distúrbios eletrolíticos nessa situação são a hipercloremia, que pode ocorrer em até 1/3 dos pacientes, além da hipermagnesemia e da hipernatremia.
a dosagem de CPK deve ser feita na suspeita da rabdomiólise já que a causa principal seria a hiperfosfatemia grave que pode ocorrer nesses pacientes se não tratados a tempo.