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Após 48 horas de internação na UTI, a paciente de 45 anos referida na questão anterior evoluiu com choque séptico refratário e insuficiência respiratória aguda. Foi realizada a Gaso Arterial = pH = 7,1; Bic = 16 mEq/; pCO2 = 44 mmHg; PaO2 = 40 mmHg. A paciente evoluiu com parada cardiorrespiratória (PCR) com o seguinte ECG:

Após 30 minutos de ressuscitação, houve retorno da circulação espontânea (RCE), no entanto o tempo de hipóxia cerebral resultante da PCR foi prolongado. Após a PCR, o exame neurológico evidenciou EC Glasgow = 3. Sobre o caso e seguindo ACLS mais recente, é correto afirmar que
a paciente apresenta um distúrbio acido-básico do tipo alcalose metabólica, sendo considerada uma das causas clássicas da PCR por assistolia.
devido ao quadro apresentado, a paciente deve receber VNI de imediato para assegurar a oxigenação adequada.
o exame clínico deve ser realizado em dois momentos distintos, intervalo de 2h no mínimo, por médicos diferentes, devidamente capacitados, desde que não participem das equipes de captação ou de transplantes.
dentre os pré-requisitos básicos para a abertura do protocolo de morte encefálica, está observação clínica de no mínimo 6h se houver lesão neurológica direta ou 24h para lesão hipóxica-isquêmica, devendo ser mantida sem drogas depressoras do sistema nervoso central por um período predeterminado.
na PCR, deve-se iniciar imediatamente compressões torácicas, frequência de 80-100/min, profundidade de 5-6 cm, mantendo ciclos de 30 compressões/2 ventilações até a intubação. Evitar interrupções nas compressões para maximizar a perfusão cerebral e coronariana até que seja possível fazer a desfibrilação.