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Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda:
Um soldador de 37 anos trabalha há 10 anos em estaleiro naval, realizando solda MIG/TIG em estruturas metálicas, com uso irregular de máscara semifacial PFF2 e relatos de fumos metálicos densos no setor. Apresenta tosse seca noturna e sibilos há 8 meses, com piora progressiva ao final do turno (pico às 16h) e melhora nos fins de semana e férias. Monitoramento domiciliar do PFE por 14 dias mostra variabilidade >25% (média pré-trabalho 450 L/min, pós-trabalho 350 L/min). Espirometria revela obstrução leve (VEF1/CVF 68%), com reversibilidade >15% pós-salbutamol. Dosagem ambiental recente confirma manganês 0,3 mg/m³ (TLV-TWA 0,2 mg/m³ ACGIH). Negativo para atopia (IgE total normal, prick teste negativo).
Diante desse quadro respiratório ocupacional, o diagnóstico e a conduta inicial são:
Bronquite crônica ocupacional por irritantes (manganês), sem componente alérgico. Prescrever beta-agonista de liberação prolongada, monitorar PFE mensal e orientar uso de máscara FFP3 aprimorada após afastamento de 14 dias.
Asma ocupacional sensitiva por fumos metálicos, com nexo epidemiológico forte. Afastar da exposição por 4 semanas para teste de provocação específica, iniciar budesonida/formoterol e referenciar a pneumologista para confirmação funcional.
Pneumonite por hipersensibilidade aos fumos metálicos, com provável componente mangânico. Realizar TC de alta resolução e iniciar prednisona oral 0,5 mg/kg/dia, com readaptação para solda a seco após afastamento de 14 dias.
DPOC precoce ocupacional com reversibilidade preservada, com nexo epidemiológico forte. Afastar da exposição por 4 semanas, iniciar tiotrópio inalatório, orientar ergonomia respiratória e referenciar a pneumologista para confirmação funcional.