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Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda:
Um pedreiro de 52 anos trabalha há 20 anos em construção civil, exposto diariamente a poeiras de cimento, areia quartzosa e corte de granito sem uso consistente de máscara PFF2 ou aspiração local. Procura UBS/ESF com dispneia progressiva aos esforços moderados (mMRC 2) há 6 meses, tosse seca persistente sem expectoração e perda involuntária de 5 kg de peso. Não fuma, nega febre, sudorese ou hemoptise. Espirometria revela padrão restritivo isolado (FEV1 65% VP, CVF 70% VP, VEF1/CVF 82%). RX de tórax (PA) mostra micronódulos difusos bilaterais predominantemente superiores (ILO 1/1 profusão p/p), sem derrame pleural, consolidação ou cavitações.
São condutas adequadas para o manejo dessa síndrome respiratória na UBS/ESF, EXCETO:
Notificação compulsória à vigilância em saúde do trabalhador (SINAN/RENAST) como agravo ocupacional suspeito, solicitação de TC torácica de alta resolução e encaminhamento para avaliação da pneumologia.
Avaliação da indicação de biópsia transbrônquica para excluir sarcoidose granulomatosa bilateral, tratando empiricamente com prednisona 0,5 mg/kg/dia por 3 meses se identificada presença de granulomas não caseosos.
Acompanhamento periódico com realização de RX de tórax (PA, ILO) e espirometria, orientação de uso obrigatório de PFF2 e exaustão do ambiente de trabalho, avaliando possibilidade de afastamento cautelar até resultado de TC torácica.
Vigilância respiratória com realização de TC torácica de alta resolução, teste broncodilatador seriado e prescrição de salbutamol inalatório associado a corticosteroide inalatório de baixa dose por possível reversibilidade obstrutiva associada.