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No manejo nutricional do recém-nascido prematuro de extremo baixo peso, o uso do leite humano é imperativo, porém apresenta desafios fisiológicos únicos.
Considerando a bioquímica do leite de mães de prematuros, assinale a alternativa correta.
A composição lipídica do leite materno é independente da dieta materna; assim, o teor de ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa, como o ácido docosa-hexaenoico (DHA), permanece constante mesmo em mães com dietas restritivas em ômega-3.
O leite humano é rico em ácidos graxos de cadeia curta, mas pobre em ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa, como o DHA e o ARA. Por essa razão, recomenda-se que a mãe de prematuro receba suplementação de óleo de canola, garantindo que o aporte desses lipídios no leite seja suficiente para a mielinização axonal e a maturação retiniana.
A atividade da lipase estimulada por sais biliares, presente no leite materno cru, é um mecanismo compensatório essencial para o prematuro, cuja produção endógena de lipase pancreática e reserva de sais biliares são fisiologicamente limitadas.
O leite humano de doadora, proveniente de bancos de leite humano, é equivalente ao leite da própria mãe em termos de biodisponibilidade de gorduras, uma vez que o processo de pasteurização preserva a atividade da lipase estimulada por sais biliares, essencial para a digestão lipídica no prematuro.
O leite produzido por mães de bebês prematuros nas primeiras semanas após o parto apresenta uma densidade calórica e proteica fixa, que mimetiza perfeitamente a taxa de transferência placentária de aminoácidos observada no terceiro trimestre de gestação.