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A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) caracteriza-se por limitação crônica e persistente ao fluxo aéreo. O diagnóstico é confirmado pela espirometria.
Em um paciente com DPOC estabelecida, o padrão funcional esperado é:
Relação entre o volume expiratório forçado no primeiro segundo e a capacidade vital forçada (VEF1/CVF) maior que 0,85 após o uso de broncodilatador, caracterizando distúrbio ventilatório obstrutivo puro com normalização completa dos volumes estáticos.
Queda isolada da Capacidade Vital Forçada (CVF), com preservação do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) nas fases iniciais, associada a redução acentuada da Capacidade Pulmonar Total (CPT).
Normalização imediata do Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) após a prova broncodilatadora, com variação maior que 20%, o que diferencia fisiopatologicamente a DPOC da asma brônquica.
Redução acentuada da Capacidade Pulmonar Total (CPT) para valores abaixo de 80% do previsto, indicando colapso fibrótico do parênquima pulmonar.
Relação entre o volume expiratório forçado no primeiro segundo e a capacidade vital forçada (VEF1/CVF) menor que 0,70 após o uso de broncodilatador, confirmando obstrução fixa, frequentemente acompanhada de aumento do volume residual (VR) por aprisionamento aéreo.