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Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo masculino, 72 anos, portador de doença renal crônica estágio V em acompanhamento ambulatorial regular com diretivas documentadas em prontuário médico de não iniciar terapia renal substitutiva, é internado com quadro de hemorragia digestiva alta. No momento da internação, o paciente reafirmou que “prefere morrer a realizar hemodiálise”. Endoscopia digestiva alta evidenciou úlcera duodenal com sinais de sangramento ativo, tendo recebido tratamento endoscópico e farmacológico apropriado. Hoje, no quarto dia de internação, evolui com piora da azotemia e confusão mental.
Qual é a conduta correta?
Iniciar a terapia renal substitutiva diante de complicações urêmicas com risco iminente de óbito, como hipercalemia ou sobrecarga volêmica refratárias.
Convocar os familiares e obedecer à decisão dos mesmos a respeito do início da terapia renal substitutiva, visando resguardar a equipe médica.
Iniciar a terapia renal substitutiva de forma imediata, visto que o quadro confusional atual impede o paciente de exercer sua autodeterminação.
Não realizar hemodiálise em respeito às diretivas antecipadas do paciente, mantendo todas as demais medidas de suporte clínico indicadas.