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Durante o transporte de uma pessoa com traumatismo cranioencefálico grave, a equipe mantém oxigenação e pressão arterial satisfatórias. Depois da intubação, surgem anisocoria progressiva e postura extensora, compatíveis com herniação cerebral ativa. Nessa situação, a conduta ventilatória deve:
manter hiperventilação profilática durante todo o transporte, buscando hipocapnia sustentada para reduzir o volume sanguíneo cerebral e prevenir a progressão do edema intracraniano.
prevenir hipóxia e hipotensão, manter normocapnia na rotina e empregar hiperventilação temporária diante da herniação ativa enquanto se providenciam medidas definitivas.
reduzir a pressão arterial para limitar a expansão de lesões hemorrágicas, mantendo ventilação com volumes elevados e dióxido de carbono abaixo da faixa fisiológica.
usar terapia hiperosmolar e hiperventilação diante de qualquer redução da escala de coma, mantendo sedação profunda até a avaliação neurológica no centro de trauma.
aceitar hipoxemia leve e pressão arterial limítrofe durante a remoção, pois a hiperventilação oferece proteção cerebral suficiente até o acesso à neurocirurgia.