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Mulher de 53 anos procura atendimento médico por cefaleia iniciada há cerca de um mês. Refere dor holocraniana diária, progressivamente mais intensa, frequentemente acompanhada de náuseas e piora ao despertar. Nega história prévia de migrânea ou outras cefaleias recorrentes. Relata ainda dois episódios recentes de embaçamento visual transitório. Ao exame físico, apresenta-se afebril, sem déficits neurológicos focais evidentes.
A interpretação mais adequada dos achados apresentados é:
A ausência de déficit neurológico focal ao exame físico permite excluir causas secundárias potencialmente graves de cefaleia.
A idade de início acima de 50 anos associada à mudança do padrão da cefaleia e progressão dos sintomas constitui sinal de alarme para cefaleia secundária e justifica investigação complementar.
A presença de náuseas favorece fortemente migrânea, tornando desnecessária investigação adicional na ausência de sinais meníngeos.
Cefaleias secundárias geralmente apresentam características clínicas indistinguíveis das cefaleias primárias, razão pela qual a história clínica possui utilidade limitada na avaliação inicial.
A evolução progressiva da cefaleia ao longo de semanas sugere fortemente cefaleia tensional crônica, especialmente em pacientes sem antecedentes neurológicos.