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Um homem de 74 anos é levado à consulta pela filha, que relata que, nos últimos quatro meses, ele deixou de participar das atividades sociais que costumava apreciar, perdeu cerca de 5 kg sem intenção e demonstra pouco interesse por atividades que anteriormente lhe davam prazer. O paciente também refere cansaço frequente e alterações do sono. A família inicialmente atribuiu essas mudanças ao processo natural de envelhecimento, mas, diante da persistência dos sintomas, procurou avaliação médica.
Durante a consulta, é aplicada uma escala de rastreamento para sintomas depressivos em idosos, com resultado sugestivo de depressão. Considerando as particularidades da depressão na população idosa, assinale a alternativa INCORRETA:
A Escala de Depressão Geriátrica (EDG/GDS) é um instrumento que pode auxiliar na identificação de sintomas depressivos em idosos e, dependendo da pontuação, estabelece o diagnóstico clínico de depressão.
Um episódio depressivo ocorrido anteriormente, inclusive durante a vida adulta, constitui importante fator associado ao risco de recorrência de depressão na velhice.
Alterações como anedonia, isolamento social, perda de peso não intencional, distúrbios do sono e redução da energia podem estar presentes na depressão em idosos.
A depressão em idosos pode permanecer subdiagnosticada porque manifestações como isolamento, redução das atividades e perda de interesse podem ser equivocadamente interpretadas por familiares ou profissionais como consequências normais do envelhecimento.
Os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como sertralina e escitalopram, estão entre as opções farmacológicas utilizadas no tratamento da depressão em idosos, devendo a escolha considerar características clínicas, interações medicamentosas e tolerabilidade.