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Mulher de 27 anos procura atendimento por episódios...

Mulher de 27 anos procura atendimento por episódios recorrentes de dispneia, sibilância, tosse seca e sensação de aperto torácico há aproximadamente 1 ano. Os sintomas apresentam intensidade variável, são mais frequentes após corrida ao ar livre e exposição a ar frio e desaparecem completamente entre os episódios. Refere rinite alérgica desde a adolescência. Nega tabagismo e nunca utilizou corticosteroide inalatório.

No momento da avaliação encontra-se assintomática, com SpO2 de 98% em ar ambiente e ausculta pulmonar normal.

A espirometria realizada nesse período mostra: CVF: 96% do previsto; VEF1: 94% do previsto; VEF1/CVF: 0,82. Após administração de broncodilatador, ocorre aumento do VEF1 de 5% e 140 mL.

A contagem de eosinófilos no sangue periférico é de 520 células/mm3 e a fração exalada de óxido nítrico, FeNO, é de 52 ppb.

Considerando a hipótese diagnóstica principal e a interpretação conjunta dos achados, a conduta mais apropriada para obter confirmação objetiva do diagnóstico nessa paciente é


A

estabelecer o diagnóstico de asma tipo 2 com base na associação entre padrão clínico característico, eosinofilia periférica e FeNO superior a 50 ppb, dispensando investigação funcional adicional.


B

considerar o diagnóstico de asma pouco provável e investigar prioritariamente causas extrapulmonares de dispneia, pois a ausência de obstrução basal e de resposta broncodilatadora significativa reduz substancialmente a probabilidade da doença.


C

iniciar tratamento com corticosteroide inalatório e utilizar a melhora dos sintomas após quatro semanas como critério suficiente para confirmação diagnóstica, sem necessidade de documentação de alteração da função pulmonar.


D

realizar teste padronizado de provocação brônquica, buscando demonstrar hiper responsividade das vias aéreas, uma vez que a suspeita clínica permanece elevada apesar de a espirometria com broncodilatador não ter demonstrado variabilidade significativa do fluxo expiratório.


E

solicitar tomografia computadorizada de tórax de alta resolução para excluir doença estrutural das vias aéreas antes da realização de novos testes funcionais, considerando a discrepância entre a espirometria normal e os biomarcadores inflamatórios elevados.