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Homem de 24 anos, com diagnóstico de asma desde a...

Homem de 24 anos, com diagnóstico de asma desde a adolescência, procura serviço de emergência por dispneia, sibilância e opressão torácica iniciadas após quadro de infecção viral de vias aéreas superiores. Nas últimas 6 horas, utilizou repetidamente salbutamol por aerossol dosimetrado e, após a admissão, recebeu três administrações de salbutamol em doses elevadas associadas a ipratrópio, além de corticosteroide sistêmico.

Na avaliação inicial, apresentava frequência respiratória de 30 irpm, frequência cardíaca de 118 bpm, de 91% em ar ambiente, fala entrecortada e sibilos difusos. Após o tratamento, apresenta melhora evidente da ausculta pulmonar, redução do uso da musculatura acessória, de 97% com oxigênio em baixo fluxo e pico de fluxo expiratório em ascensão. Apesar disso, mantém frequência respiratória de 28 irpm e refere persistência da sensação de dispneia.

Exames realizados neste momento mostram: pH arterial = 7,34; = 29 mmHg; = 15 mmol/L; Lactato = 6,1 mmol/L; = 139 mEq/L; = 2,9 mEq/L; = 104 mEq/L; Creatinina = 0,9 mg/dL; Glicemia = 168 mg/dL.

O paciente encontra-se afebril, normotenso, com extremidades aquecidas e tempo de enchimento capilar normal. Radiografia de tórax não evidencia infiltrado pulmonar, pneumotórax ou outra complicação aguda.

Considerando a evolução clínica, os achados laboratoriais e o mecanismo de ação dos medicamentos administrados, assinale a opção que oferece a interpretação mais adequada para a alteração metabólica observada e sua implicação imediata no manejo.


A

A hiperlactatemia decorre predominantemente do aumento do trabalho respiratório durante a exacerbação; a taquipneia persistente indica obstrução residual e justifica manter doses repetidas de salbutamol até a melhora do padrão ventilatório.


B

A hiperlactatemia representa acidose láctica tipo A decorrente da hipóxia durante a exacerbação; apesar da melhora da oxigenação e da perfusão, deve-se manter a broncodilatação intensiva e realizar reposição volêmica até redução do lactato.


C

A hiperlactatemia representa acidose láctica tipo B associada ao salbutamol, por aumento da glicólise e glicogenólise, enquanto a hipocalemia decorre da redistribuição intracelular de potássio; com melhora objetiva do broncoespasmo, deve-se espaçar o agonista e corrigir o distúrbio eletrolítico.


D

A hiperlactatemia e a hipocalemia decorrem da estimulação sistêmica, mas a taquipneia persistente indica broncodilatação insuficiente; deve-se intensificar temporariamente o salbutamol, associando reposição de potássio e monitorização seriada do lactato.


E

A hiperlactatemia e a hipocalemia são efeitos metabólicos do salbutamol e justificam sua suspensão; diante da taquipneia persistente, deve-se utilizar ipratrópio como broncodilatador principal até normalização do lactato e do potássio.