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Homem de 73 anos, com internação recente e colonização prévia por Enterobacterales produtor de ESBL, apresenta choque séptico por pielonefrite obstrutiva. A via urinária foi drenada por cateter duplo J nas primeiras horas. As Hemoculturas foram positivas para Escherichia coli produtora de ESBL, sensível a meropenem e ertapenem, mas resistente a ceftriaxona, ciprofloxacino e sulfametoxazol trimetoprima. Após 72 horas de meropenem, encontra-se afebril, hemodinamicamente estável, sem vasopressores, sem sinais de infecção persistente, função gastrointestinal preservada e albumina sérica de 3,8 g/dL. Não há suspeita de infecção por Pseudomonas ou outro foco não controlado.
A estratégia antimicrobiana mais apropriada é
associar amicacina por 14 dias para prevenir o surgimento de resistência.
manter meropenem até o fim do tratamento, sem reavaliação do espectro antimicrobiano.
suspender todo antimicrobiano após 72 horas, porque houve estabilização clínica e drenagem do foco.
descalonar de meropenem para ertapenem, mantendo carbapenêmico como terapia definitiva pelo espectro mais estreito e pela ausência de opção oral ativa.
substituir meropenem por piperacilina tazobactam, mesmo sem demonstração de sensibilidade e apesar da bacteremia por ESBL no cenário descrito, como medida exclusiva.