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Adolescente de 14 anos, feminina, procura a Unidade Básica de Saúde, relata relação sexual desprotegida na véspera e solicita a inserção de implante subdérmico de etonogestrel (Implanon). Nunca fez uso de método contraceptivo. Apresenta ciclos menstruais irregulares desde a menarca. Relata DUM há 14 dias.
Ao exame: presença de nódulos mamários avaliados em ultrassonografia há 3 meses como BIRADs 3.
Com base nesses dados, a conduta médica adequada em relação à contracepção será
inserir o Implanon, já que não há na história contraindicações absolutas ao seu uso e por se tratar de um método hormonal progestágeno, assim como o levonorgestrel, pode ser usado como contraceptivo de emergência.
convocar responsáveis maiores de idade, já que de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente é exigida a presença de um adulto para consulta de aconselhamento e assinatura para a inserção de um método contraceptivo de longa duração.
prescrever a pílula do dia seguinte para contracepção de emergência e orientar retorno no primeiro dia da próxima menstruação que corresponde ao melhor dia para início de métodos contraceptivos hormonais.
contraindicar a inserção do dispositivo pois trata-se de um método hormonal e a adolescente está em acompanhamento para nódulos BIRADs 3, além de apresentar ciclos menstruais irregulares que representam risco aumentado para dismenorreia.
solicitar um TIG e, em caso de resultado negativo, apresentar também o dispositivo intrauterino (DIU de cobre) como alternativa eficaz, tanto para contracepção de emergência, quanto para contracepção de longo prazo.