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Uma Equipe de Saúde da Família, recém-instalada em um bairro periférico de médio porte, inicia o processo de territorialização de sua área de abrangência. O bairro possui aproximadamente 3.000 habitantes, com áreas de risco socioeconômico variado, incluindo uma ocupação irregular às margens de um córrego. Durante o processo de territorialização, a equipe precisa subdividir sua área em microáreas para distribuir o trabalho dos ACSs e identificar os grupos de maior vulnerabilidade.
Considerando os princípios da territorialização da Estratégia Saúde da Família, os critérios que a equipe deve adotar para a delimitação das microáreas são:
dividir por faixa etária a população, com no mínimo 1.500 habitantes cada, uma vez que a microárea tem como objetivo principal a organização da demanda espontânea de atendimentos na unidade de saúde.
independentemente das condições socioeconômicas, dividir com no máximo 3.500 habitantes cada, considerando apenas os limites geográficos físicos, como ruas e avenidas, já que a microárea corresponde à área de abrangência da UBS.
subdividir as microáreas conforme a divisão administrativa do município, com no máximo 2.000 habitantes, sendo a microárea uma unidade político-administrativa que coincide com os limites do distrito sanitário.
buscar homogeneidade socioeconômico-sanitária, de modo que cada microárea concentre grupos com características semelhantes, contendo no máximo 750 habitantes cada, sendo a unidade operacional do ACS voltada à prática de vigilância em saúde.
priorizar a contiguidade geográfica das residências, de modo que cada microárea contenha no máximo 750 habitantes, sem necessidade de considerar as condições socioeconômicas e sanitárias, já que a homogeneidade social é irrelevante para a prática de vigilância em saúde.