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Durante o acompanhamento de uma família em que a filha adolescente foi diagnosticada com transtorno alimentar, o Médico de Família e Comunidade, além de coletar dados objetivos sobre sintomas e hábitos, convida a paciente e os familiares a contarem, com suas próprias palavras, a história de como o problema surgiu e como cada um o vivencia no cotidiano familiar. O médico, por meio da escuta ativa, presta atenção especial à forma como o problema é nomeado pela família, quais significados são atribuídos ao problema e como essa narrativa influencia os papéis assumidos por cada membro.
Assinale a afirmativa correta a respeito do fundamento técnico para essa abordagem baseada na narrativa.
A abordagem narrativa pode substituir a necessidade de avaliação clínica do transtorno alimentar, uma vez que os sintomas emocionais relatados pela família são suficientes para determinar a conduta terapêutica.
A narrativa é empregada como estratégia de vínculo inicial, servindo preponderantemente para deixar a família confortável antes que o profissional conduza a real investigação clínica por meio de perguntas mais objetivas e protocolares.
A narrativa associada a uma escuta ativa permite compreender como a família constrói e atribui sentido ao adoecimento, possibilitando, por meio da re-narração, a construção de significados mais funcionais para o enfrentamento do problema.
A técnica narrativa é utilizada para reconstituir, com precisão factual, a sequência cronológica dos eventos que desencadearam o transtorno, permitindo estabelecer uma relação causal entre um evento traumático específico e o quadro atual.
Ao escutar a narrativa da família, o objetivo do profissional é identificar distorções no relato dos membros para verificar possíveis contradições gerando diagnósticos equivocados para o caso e permitindo, dessa forma, maior acurácia no diagnóstico.