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Jovem de 21 anos, com história de asma desde a infância, apresenta piora progressiva da dispneia há 48 horas. Refere tosse seca, chiado no peito e sensação de aperto torácico, especialmente ao caminhar por curtos trajetos. Nega febre. Tem histórico duvidoso de adesão ao corticoide inalatório prescrito meses antes. Ao exame físico, está taquipneico (FR 26 irpm), com sibilos difusos bilateralmente e leve uso de musculatura acessória. Saturação de O2: 93% em ar ambiente. Pulsos periféricos normais. Não há sinais de pneumonia ou de insuficiência cardíaca. Ele relata que, nos últimos meses, apresentou episódios repetidos de exacerbação após viroses respiratórias e maior exposição a poeira no trabalho de meio período. Os achados sugerem exacerbação asmática, possivelmente associada a ativação de vias inflamatórias tipo 2. Relativo ao caso apresentado, assinale a alternativa correta.
Trata-se de uma crise grave - deve-se iniciar antibiótico de amplo espectro imediatamente, pois exacerbações asmáticas em adultos jovens são majoritariamente de etiologia bacteriana.
Trata-se de uma crise leve - deve-se evitar o uso de corticosteroide inalatório no atendimento inicial, pois pode prejudicar a resposta imunológica mediada por células Th2.
Trata-se de uma crise muito grave - deve-se administrar broncodilatador de ação prolongada (LABA) isolado, para alívio rápido dos sintomas iniciais.
Trata-se de uma crise moderada - deve-se iniciar broncodilatador de ação curta (SABA) inalatório para alívio imediato, associado a corticosteroide (oral ou inalatório).