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No Diabetes Insípido, relativo ao Teste de Privação de Água no diagnóstico diferencial da poliúria-polidipsia, assinale a alternativa incorreta.
O Teste de Privação de Água indireto clássico baseia-se na avaliação da capacidade de concentração urinária e osmolalidade plasmática, mas estudos recentes demonstraram que sua acurácia diagnóstica é limitada (cerca de 70% globalmente), falhando frequentemente na distinção entre Polidipsia Primária e formas parciais de Deficiência de Arginina Vasopressina.
A dosagem de copeptina estimulada (seja por infusão de salina hipertônica ou arginina) tem se estabelecido como um método com acurácia diagnóstica superior ao Teste de Privação de Água indireto, sendo recomendada pelas diretrizes mais recentes para casos de dúvida diagnóstica.
No contexto agudo pós-neurocirurgia hipofisária, a presença de poliúria hipotônica (OsmU < 300 mOsm/kg) associada a hipernatremia, dispensa a realização do teste de privação de água, confirmando o diagnóstico de Deficiência de Arginina Vasopressina (Diabetes Insípido Central).
A administração de desmopressina ao final do teste de privação de água é desnecessária para diferenciar a Deficiência de Arginina Vasopressina (Diabetes Insípido Central) da Resistência à Arginina Vasopressina (Diabetes Insípido Nefrogênico), uma vez que a resposta da osmolalidade urinária à privação isolada já é suficiente para essa distinção.