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J.H.S, 45 anos, pedreiro, natural de Cocal dos Alves-PI, encontra-se no 3º dia de internação hospitalar na enfermaria de ortopedia devido a uma fratura de fêmur decorrente de queda de nível, aguardando programação cirúrgica. Nas primeiras 48 horas de internação, o paciente manteve-se calmo, queixando-se apenas de dor controlada com analgésicos. Na última madrugada, contudo, passou a apresentar insônia, ansiedade, sudorese profusa, tremor grosseiro de extremidades e episódios de agitação psicomotora. Ao exame, o paciente encontra-se desorientado no tempo e no espaço, com discurso desconexo, tentando retirar o acesso venoso e a tração esquelética, e relatando estar vendo aranhas subindo pelas paredes e lençol. Sinais vitais: FC 132 bpm, PA 170x110 mmHg, SpO2 97% em ar ambiente, Tax: 36,5°. Ausculta pulmonar sem alterações. Hemograma e a função renal estão normais. Coagulograma e enzimas cardíacas não mostram alterações significativas.
Sobre o quadro clínico acima e a hipótese diagnóstica mais provável para o caso, é CORRETO afirmar:
Deve-se evitar prescrição de benzodiazepínicos para controlar a agitação psicomotora do paciente, devido risco de piora do quadro de confusão mental e de depressão respiratória.
A condição apresentada pelo paciente trata-se de um quadro psicótico irreversível.
Deve-se encaminhar o paciente com urgência ao centro cirúrgico para resolução do trauma ortopédico.
O manejo inicial deve priorizar o uso de antipsicóticos atípicos de alta potência (como a olanzapina) em monoterapia.
A hipomagnesemia, caso presente, aumenta a gravidade do quadro, pois favorece a excitotoxicidade e crises convulsivas.