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No âmbito da psiquiatria pública e comunitária, a atuação do psiquiatra em equipes multidisciplinares passou por transformações conceituais e operacionais expressivas ao longo das últimas décadas (SADOCK; SADOCK; RUIZ, 2017).
A respeito das atribuições, da dinâmica de trabalho e da liderança médica nesse contexto institucional, assinale a alternativa CORRETA:
A descentralização das decisões clínicas na equipe comunitária isenta o psiquiatra da corresponsabilidade técnica pelos planos terapêuticos formulados por profissionais não médicos.
O papel do psiquiatra na equipe multidisciplinar exige a superação do modelo estritamente prescritivo, atuando como articulador do modelo biopsicossocial, sem renunciar à responsabilidade inerente aos atos médicos e às intervenções de maior complexidade diagnóstica.
A atuação em psiquiatria comunitária prescinde da aplicação de formulações psicodinâmicas e psicopatológicas clássicas, restringindo o escopo médico às intervenções de psicofarmacologia baseada em evidências.
A atuação do psiquiatra, em contexto de CAPS III (Centro de Assistência Psicossocial), baseia-se na centralização das deliberações sobre altas e admissões, cabendo aos demais profissionais a execução operacional das condutas estabelecidas pelo psiquiatra.
A responsabilidade legal e ética do psiquiatra comunitário restringe-se aos pacientes atendidos presencialmente em consulta individual, desobrigando-o de implicações éticas em discussões de matriciamento e supervisão de casos.