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Paciente, sexo feminino, 45 anos, procura a unidade básica de saúde por tristeza persistente, perda de interesse nas atividades habituais, insônia terminal, fadiga, dificuldade de concentração e sentimento de inutilidade há aproximadamente dois meses. Os sintomas comprometem seu desempenho profissional e familiar. Nega períodos prévios de humor anormalmente elevado, redução da necessidade de sono ou comportamento impulsivo. Não utiliza álcool ou outras substâncias. Exames clínicos recentes não identificaram alterações relevantes. Durante a consulta nega pensamentos de morte ou intenção de se ferir e apresenta adequada rede de apoio familiar.
A abordagem terapêutica adequada seria
orientar exclusivamente atividade física e reavaliar em seis meses, pois antidepressivos devem ser reservados para pacientes com risco imediato.
iniciar benzodiazepínico como monoterapia contínua, por apresentar início de ação mais rápido que os antidepressivos.
iniciar estabilizador do humor antes de qualquer antidepressivo, pois todo episódio depressivo deve ser considerado manifestação potencial de transtorno bipolar.
encaminhar obrigatoriamente para internação psiquiátrica devido ao comprometimento funcional.
instituir tratamento para depressão, incluindo intervenção psicoterápica e considerar antidepressivo, com acompanhamento longitudinal na atenção primária